A crônica da dor

Pequenina cidade triste, 
Que não consegue voltar a seu ritmo lento, tranqüilo e sereno, das noites frescas e enluaradas.
Onde estão aquelas crianças que corriam na rua brincando de pega-pega, se esconder?
Onde estão aqueles jovens que cantavam, formavam grupos de teatro, onde se esconderam?
Onde estão os homens, as mulheres que não se encontram mais nas frentes de suas casas, nas praças e nos becos para conversar com seus filhos?
Onde estão os velhos que não podem mais sair de casa, nem para tomar um ar?
E as famílias onde estão?
Trancam-se todos.

As crianças não catam mais umbus, nas roças dos vizinhos. Não pegam mangas no quintal dos amigos nem goiabas nos muros alheios.
Que pena, estão todas “armadas” atacando outras crianças que não entendem os porquês de tanta violência – pulando muros, destelhando casas, perambulando sem rumo certo.
Os jovens sem escolas, sem escolhas, sem estímulos, que farão?
Os adultos cruzando os braços e vendo tudo acontecer sem esperança de melhoras.
E os velhinhos, frágeis, fracos e inocentes sendo saqueados, derrubados e humilhados.
Onde estão os que, podem nos ajudar?
Onde estão todos?

Saudades eternas, da minha cidade.

Prof.ª Maria Ademildes de Oliveira Matos
15/05/11 – 02:30 a.m
Aracaju, Se

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