Projeto cria política para prevenir violência contra professsores
A Câmara pode aprovar a criação de uma Política de Prevenção à Violência contra os Profissionais do Magistério Público e Privado.
O objetivo do projeto (PL 604/2011) do deputado Manoel Júnior, do PMDB da Paraíba, é estimular a reflexão acerca da violência, física ou moral, cometida contra educadores.
Segundo o texto, a proposta também pretende implementar medidas preventivas, cautelares e punitivas para situações em que os professores, no execício de suas funções, estejam sob risco de violência contra sua integridade física e moral.
Entre essas medidas, estão a implantação de campanhas educativas de prevenção e combate à violência, o afastamento temporário ou definitivo da escola de aluno, a transferência para outra escola e a licença temporária do educador.
O deputado Manoel Júnior destacou a importância de uma política de prevenção da violência nas escolas.
"Os índices alarmantes de violência, principalmente nas cidades grandes, praticados por menores, adolescentes aos servidores públicos, principalmente aos servidores do magistério, matérias que foram veiculadas na imprensa, é justamente um ´stop´ para que a gente possa repensar esse tema, que é um tema importante na formação dos adolescentes, das crianças e que, efetivamente, nós convivemos no dia a dia."
Segundo Manoel Júnior, os profissionais do magistério têm sofrido violência nas escolas e o Congresso pode, com uma legislação adequada, ajudar a coibir esses fatos.
O secretário do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo, Fabio Santos, disse que os professores são vítimas, tanto da indisciplina como da superlotação das salas de aula e até da violência física extrema da morte nas escolas.
Ele considera possível uma resposta ao problema, por meio de investimentos, formação dos profissionais, redução do número de alunos nas salas de aula e articulação das secretarias de Justiça e de Educação para repressão ao tráfico nas escolas.
A diretora de imprensa do Sindicato dos Professores do Distrito Federal, Rosilene Correa, alerta que muitos casos de violência nem chegam aos sindicatos porque muitos professores e diretores preferem não se expor. Ela considera que o projeto em análise na Câmara deve priorizar a prevenção.
"Toda iniciativa, ela é muito bem-vinda. Tomando conhecimento do projeto, a preocupação que eu tenho é de que a gente acabe centralizando muito, não na prevenção, mas já no efeito dessa violência. Como amparo, de licença. Eu continuo insistindo: a discussão que nós temos é de política pública. É de prevenção, é você trabalhar de todas as formas e tem que ser uma ação coletiva pra você evitar a violência, é uma questão cultural mesmo."
A professora Maria de Fátima, de Taguatinga, no Distrito Federal, foi vítima de agressão física de aluno e acabou desenvolvendo síndrome do pânico. Ela teve que recorrer à Justiça para ter ressarcimento moral, num processo de acidente de trabalho, e disse que foi incompreendida até por diretores da escola:
"Alguém deu o sinal pra ele, do lado de fora, que eu sairia. E eu não encostei nele, não fiz nada, e nem cheguei a pedir licença. Foi uma coisa de fração de segundos... E ele virou o braço, com a mão fechada, com ódio, botando a língua pra fora, e meteu na minha cabeça, que os óculos caem, o brinco cai, eu não caio, mas ele aproveitou e me deu dois murros nas costas, e eu saí cambaleando, perdi a visão, perdi o sentido, e tonteei, e fui parar do outro lado do canteiro, atravessei o canteiro sem ver nada, e gritando ´socorro, socorro, socorro!"
O projeto que cria a Política de Prevenção à Violência contra os Profissionais do Magistério aguarda análise das comissões da Câmara.
De Brasília, Paulo Roberto Miranda.
sexta-feira, 18 de março de 2011
O objetivo do projeto (PL 604/2011) do deputado Manoel Júnior, do PMDB da Paraíba, é estimular a reflexão acerca da violência, física ou moral, cometida contra educadores.
Segundo o texto, a proposta também pretende implementar medidas preventivas, cautelares e punitivas para situações em que os professores, no execício de suas funções, estejam sob risco de violência contra sua integridade física e moral.
Entre essas medidas, estão a implantação de campanhas educativas de prevenção e combate à violência, o afastamento temporário ou definitivo da escola de aluno, a transferência para outra escola e a licença temporária do educador.
O deputado Manoel Júnior destacou a importância de uma política de prevenção da violência nas escolas.
"Os índices alarmantes de violência, principalmente nas cidades grandes, praticados por menores, adolescentes aos servidores públicos, principalmente aos servidores do magistério, matérias que foram veiculadas na imprensa, é justamente um ´stop´ para que a gente possa repensar esse tema, que é um tema importante na formação dos adolescentes, das crianças e que, efetivamente, nós convivemos no dia a dia."
Segundo Manoel Júnior, os profissionais do magistério têm sofrido violência nas escolas e o Congresso pode, com uma legislação adequada, ajudar a coibir esses fatos.
O secretário do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo, Fabio Santos, disse que os professores são vítimas, tanto da indisciplina como da superlotação das salas de aula e até da violência física extrema da morte nas escolas.
Ele considera possível uma resposta ao problema, por meio de investimentos, formação dos profissionais, redução do número de alunos nas salas de aula e articulação das secretarias de Justiça e de Educação para repressão ao tráfico nas escolas.
A diretora de imprensa do Sindicato dos Professores do Distrito Federal, Rosilene Correa, alerta que muitos casos de violência nem chegam aos sindicatos porque muitos professores e diretores preferem não se expor. Ela considera que o projeto em análise na Câmara deve priorizar a prevenção.
"Toda iniciativa, ela é muito bem-vinda. Tomando conhecimento do projeto, a preocupação que eu tenho é de que a gente acabe centralizando muito, não na prevenção, mas já no efeito dessa violência. Como amparo, de licença. Eu continuo insistindo: a discussão que nós temos é de política pública. É de prevenção, é você trabalhar de todas as formas e tem que ser uma ação coletiva pra você evitar a violência, é uma questão cultural mesmo."
A professora Maria de Fátima, de Taguatinga, no Distrito Federal, foi vítima de agressão física de aluno e acabou desenvolvendo síndrome do pânico. Ela teve que recorrer à Justiça para ter ressarcimento moral, num processo de acidente de trabalho, e disse que foi incompreendida até por diretores da escola:
"Alguém deu o sinal pra ele, do lado de fora, que eu sairia. E eu não encostei nele, não fiz nada, e nem cheguei a pedir licença. Foi uma coisa de fração de segundos... E ele virou o braço, com a mão fechada, com ódio, botando a língua pra fora, e meteu na minha cabeça, que os óculos caem, o brinco cai, eu não caio, mas ele aproveitou e me deu dois murros nas costas, e eu saí cambaleando, perdi a visão, perdi o sentido, e tonteei, e fui parar do outro lado do canteiro, atravessei o canteiro sem ver nada, e gritando ´socorro, socorro, socorro!"
O projeto que cria a Política de Prevenção à Violência contra os Profissionais do Magistério aguarda análise das comissões da Câmara.
De Brasília, Paulo Roberto Miranda.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Reprodução autorizada mediante citação da Rádio
Telefone: (61) 3216-1700
Fax: (61) 3216-1715
Fale Conosco
Telefone: (61) 3216-1700
Fax: (61) 3216-1715
Fale Conosco
Comentários
Postar um comentário