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Denisson e Marcelo : é preciso alterar rota!

Certamente a eleição de Denisson representou para os professores de Simão Dias um diferencial, mais que isso, uma grande esperança de que um novo modelo de administração se instalará na alvissareira Simão Dias. Os sinais disso ainda não são visíveis. No entanto, as esperanças murcharam, e o que se sobressaem nesse momento, é a decepção e a consciência de que a luta continuará, e que agora a disputa de projetos é contra dois antigos militantes da educação. O Prefeito Denisson Deda e o Secretário de Educação Marcelo Domingos poderiam ser chamados de pioneiros. Não me lembro na história de Sergipe um município em que dois ex-militantes da luta dos trabalhadores em educação tenham tido uma oportunidade dessa monta. Em cargos estratégicos, eles demonstram uma apatia, um enorme apego ao passado, uma ausência de prioridade com a educação, e só levantam a voz e enchem os textos de palavras para atacar os professores e suas lideranças. Não há como negar que este ano muitas prefeituras tiveram...

Pesquisa internacional mostra que diretores das escolas brasileiras têm menos autonomia que no resto do mundo

Diferentemente da situação em outros países, no Brasil as mulheres ocupam mais cargos de direção nas escolas que os homens, os contratos de trabalho são menos estáveis e apenas 26,6% dos professores estão em escolas em que os diretores têm autonomia para contratação de docentes. Essas são algumas das constatações da pesquisa Talis – Teaching and Learning International Survey, realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e coordenada no Brasil pelo Inep/MEC, lançada hoje. A pesquisa foi realizada por amostragem, nos anos de 2007 e 2008, em 24 países: Austrália, Áustria, Bélgica (Comunidade Flamenga), Brasil, Bulgária, Dinamarca, Eslovênia, Estônia, Holanda, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Coréia, Lituânia, Malta, Malásia, México, Noruega, Polônia, Portugal e Turquia. No caso do Brasil, a amostra foi composta por 400 escolas, sendo que nas bases de dados internacionais foram consideradas 380 escolas e 5.834 professores. A Talis foi a primeira pesqui...

Secretarias já podem inscrever professores para os cursos

As secretarias municipais de educação que solicitaram cursos de qualificação de professores nas áreas da diversidade, em 2008, já podem inscrevê-los. As inscrições devem ser feitas diretamente no portal da universidade pública integrante da Rede de Educação para a Diversidade, que atenderá ao município. O início da formação está previsto para agosto. Para o professor ter direito ao curso, gratuito e semipresencial, em um polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB), na sua cidade ou município próximo, a secretaria municipal de educação deve ter solicitado a formação no Plano de Ações Articuladas (PAR). Os cursos disponíveis são nas áreas de diversidade e cidadania, relações étnico-raciais, gênero e diversidade, educação de jovens e adultos, do campo, ambiental, integral e integrada. O projeto da rede envolve as secretarias de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) e a Distância (Seed) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia ...

Prefeito/professor não implanta piso do magistério

Professor de português e prefeito do município de Simão Dias, distante da capital sergipana 105 quilômetros, Denisson Déda esqueceu sua origem e sua bandeira de militância. Essa é a opinião dos professores daquele município, que depois de muito diálogo com o gestor receberam o sinal vermelho para a implantação do piso salarial do magistério, fixado em R$ 950. De acordo com a coordenadora da sub sede Centro-Sul do Sintese, Patrícia Silva, o prefeito, que representou a esperança para a categoria, acabou decepcionando a classe. “Ele era militante, assim como nós, e manteve um bom contato com os professores para a discussão sobre o piso. Ele afirmou que nossa proposta era boa, mas as negociações nunca avançavam, até que a decisão final foi dita em assembleia”, relata a professora. A data que culminou com o desencanto dos professores pelo prefeito foi dia 3, última sexta-feira, quando Denisson apontou a lei de responsabilidade fiscal como a barreira que impedia a implantação salarial. “Ele ...

COMDICA mobiliza 32 voluntários para eleição do Conselho Tutelar

O Conselho Municipal do Direitos da Criança e do Adolescente de Poço Verde mobiliza 32 voluntários para atuar como mesários no próximo dia 07, na eleição para Conselheiro Tutelar. A eleição acontecerá das 08h ás 17h em todos os locais de votação cadastrados na Justiça Eleitoral. Poderão votar todos os eleitores cadatrados na 33ª zona eleitoral até o último dia 06 de maio. Por ser um voto facultativo a expectativa é que compareça aproximadamente cinco mil eleitores dos 17017 aptos. Estão inscritos 39 candidatos a Conselheiro Tutelar e o eleitor poderá votar em 5. Para votar o eleitor deverá apresentar o título de eleitor e um documento de identificação. Serão utilizadas no pleito 22 urnas eletrônicas fornecidas pelo TRE.

A herança maldita

A crise econômica chegou a Simão Dias com um efeito bem mais drástico que nos demais municípios. O discurso agora é cortar gastos e demitir funcionários. Precisamos pensar como essa crise chegou tão mais depressa a Simão Dias, ou será que já existia uma crise instalada na administração pública municipal que só agora deu as caras? Será que na fazenda municipal o vaqueiro soltou o gado e a vaca foi pro brejo? A população simãodiense é sabedora que o atual prefeito, Sr. Dênisson de Aquino assumiu a prefeitura cheia de dívidas deixada por seu correligionário Zé Valadares. As dívidas com o INSS e o FGTS são exemplos do descaso deixado pelo ex-alcáide. Mas não adianta chorar o leite derramado, é preciso que Dênisson Déda tenha a coragem de corrigir o inchaço na máquina administrativa sem colocar a conta para os professores pagarem. Defendemos que o município cumpra a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não deixe de cumprir os compromissos sociais. Nos momentos de crises somos solidários com ...

"Tot homines tot sententiae"

Por George Washington* Foram quase 21 anos de caduquice, mas, enfim, foi-se por terra a chamada Lei de Imprensa, sepultada pelos senhores ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal, no último dia 30 de abril. Digo caduquice porque a Lei Federal 5.250/67, que regulamentava a liberdade de manifestação do pensamento e de informação, desde a promulgação da Constituição Cidadã, em outubro de 1988, era praticamente letra morta, pois vários de seus artigos colidiam frontalmente com esta última. E quem conhece minimamente de legislação sabe que nenhuma lei menor pode se sobrepor a uma outra maior; e a Carta Magna é a nossa lei maior. Portanto, a Lei de Imprensa, na prática, já não se sustentava, já não servia para muita coisa, a não ser nos lembrar que um dia o Brasil teve uma lei linha dura, ditatorial para enquadrar jornalistas, imprensa e até espetáculos e diversões públicas. Era um anacronismo, em tempos de Estado Democrático de Direito. Mas mesmo ultrapassada, havia nela dispositiv...